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A EMPRESA E OS ASSUNTOS INDESEJADOS

Laura Mansur 03/04/2016


Precisamos falar sobre morte. Sobre divórcio. Sobre assuntos indesejados. Muitos pequenos e médios empresários, para agilizar o processo de abertura da empresa, ou mesmo para baratear custos, acabam cometendo graves erros, que colocam em risco todo o equilíbrio societário e financeiro da empresa. O contrato social ou acordo de cotistas deve prever todas as situações possíveis de forma a resguardar a segurança jurídica e blindar o patrimônio da empresa e dos sócios. Ora, uma empresa não pode se dar ao luxo de esperar meses, por vezes anos para que se resolva uma batalha judicial acerca de bens e cotas.

Os sócios não podem correr o risco de ver a empresa sendo alvo de uma partilha em caso do divórcio de um deles, ou de um inventário judicial prolongado em caso de abertura de sucessão, e inúmeros outros casos que podem levar o futuro da empresa a ser decidido por um juiz, quando um contrato social bem feito poderia ter previsto todas essas situações, de modo a solucionar dentro da empresa todos os possíveis problemas. Morte, filhos, pró-labore, divisão de lucros, regime de bens, divórcio, todos esses assuntos inconvenientes precisam ser tratados entre os sócios e seus advogados.

A melhor forma de proteger a empresa, o capital, os bens dos sócios, os bens da família, é fazendo um planejamento jurídico bem feito, um acordo de cotistas estratégico e bem costurado. Advogados, conversem com seus clientes! Empresários, conversem com seus advogados, tirem suas dúvidas, encarem a realidade e a possibilidade indesejada dos assuntos inconvenientes.

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